Crise na Venezuela impulsiona ouro e prata em meio ao risco geopolítico

Ouro líquido formando lingote do metal

O ouro e a prata avançaram com força diante do aumento das tensões geopolíticas após a captura do líder venezuelano Nicolás Maduro pelos Estados Unidos, movimento que elevou a percepção de risco e reforçou a busca por ativos de proteção. O ouro chegou a subir até 2,5%, superando a marca de US$ 4.430 a onça, enquanto a prata registrou ganhos acima de 7%, refletindo a incerteza sobre o futuro político da Venezuela e as declarações do presidente Donald Trump, que afirmou que os EUA pretendem “governar” o país e ter acesso total às suas reservas, incluindo o petróleo.

Apesar da reação imediata dos metais preciosos, analistas destacam que o impacto tende a ser mais limitado no médio e longo prazo. Avaliações de mercado indicam que os desdobramentos na Venezuela apontam para uma resolução relativamente rápida, sem a perspectiva de um conflito militar prolongado. Historicamente, o ouro costuma se valorizar em momentos de estresse geopolítico, mas esse efeito geralmente é passageiro e menos duradouro do que em outros ativos, como o petróleo, o que sugere que a sustentação dos preços dependerá de fatores estruturais mais amplos.

Para entender até onde o preço podem ir, confira a análise técnica e os principais pontos de suporte e resistência.

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Análise técnica Ouro

Atualmente, o Ouro negocia acima das médias móveis de 9 e 21 períodos, bem como acima das referências de médio e longo prazo, o que preserva a tendência primária de alta. O metal acumulou valorização superior a 60% em 2025 e inicia o ano mantendo apetite comprador. Na última sessão, avançou 2,5%, reforçando o controle dos compradores e a consistência do movimento altista.

Apesar do cenário construtivo, o afastamento das médias no curto prazo sugere que o ativo pode abrir espaço para movimentos de correção técnica ou lateralização, sem, contudo, descaracterizar o viés altista predominante. O IFR (14) em 63,23 pontos permanece em zona neutra, mas já se aproxima da região de sobrecompra.

Do ponto de vista técnico, a continuidade do movimento de alta passa, sobretudo, pela superação da região de topo em US$ 4.550, que corresponde à máxima histórica. Um rompimento consistente desse patamar tende a renovar o fôlego comprador e abrir espaço para novas projeções de alta.

Resistências: US$ 4.500; US$ 4.550. Acima desse nível, os alvos projetados situam-se em US$ 4.608, US$ 4.690, US$ 4.735 e, em um cenário mais estendido, US$ 4.835.

Suportes: US$ 4.342; US$ 4.275; US$ 4.168; US$ 4.127; US$ 3.997 e US$ 3.893.

Fonte: TradingView. Gráfico diário. Elaboração: Rodrigo Paz.

Análise técnica Prata

Atualmente, a Prata negocia acima das médias móveis de 9 e 21 períodos, o que preserva de forma clara a tendência primária de alta. O ativo acumulou valorização superior a 140% em 2025 e iniciou o novo ano com forte apetite comprador. Na última sessão, avançou mais 7%, reforçando o controle dos compradores e mantendo o fluxo direcional positivo.

Apesar do viés altista bem definido, o afastamento das médias no curto prazo sugere que o mercado pode abrir espaço para correções técnicas ou movimentos de consolidação, sem, por ora, descaracterizar a estrutura de alta. O IFR (14) em 63,77 pontos permanece em zona neutra, mas já se aproxima da região de sobrecompra.

Do ponto de vista técnico, a continuidade do movimento de alta passa, obrigatoriamente, pela superação da região de topo em US$ 82,67, que corresponde à máxima histórica. Um rompimento consistente desse nível tende a renovar o fôlego comprador e abrir espaço para alvos mais longos.

Resistências: US$ 77,83; US$ 80,00; US$ 82,67 (máxima histórica). Acima desse patamar, os alvos projetados encontram-se em US$ 85,46, US$ 89,61 e, em um cenário mais estendido, US$ 95,00.

Suportes: US$ 70,51; US$ 67,47; US$ 61,01; US$ 56,85; US$ 53,75 e US$ 48,05.

Fonte: TradingView. Gráfico diário. Elaboração: Rodrigo Paz.

(Rodrigo Paz é analista técnico)

Guias de análise técnica:

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