
O ouro atingiu uma marca recorde acima de U$ 4,6 mil por onça nesta segunda-feira (12). A escalada ocorre em resposta às preocupações com o Federal Reserve (Fed), após uma investigação criminal ter sido iniciada nos Estados Unidos. Em paralelo à subida do mineral, as ações da Aura Minerals (AURA33) estão acompanhando a ascensão. Às 15h30, a companhia registrava alta de 6,17%.
Com base nos dados de produção do último trimestre de 2025 e a performance positiva do ouro, a XP Investimentos reforçou a recomendação de compra para o papel da Aura. O preço-alvo foi atualizado para R$ 90,00 para o final de 2026, com potencial de 29% de valorização.
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A companhia também divulgou sua prévia operacional, com a produção total durante o último trimestre de 2025 crescendo 5%, chegando aos 280 mil GEO (onças equivalentes de ouro). O resultado está alinhado com a faixa intermediária da projeção da companhia para o período. Os dados finais também incluíram a produção da Mineração Serra Grande (MSG), adquirida em dezembro do ano passado.
De acordo com a XP, o cenário macro tem oferecido um bom plano de fundo para o crescimento das ações, como a expansão das compras por bancos centrais e investidores em resposta às incertezas geopolíticas dos últimos meses.
O melhor exemplo recente é o episódio desta segunda-feira, com as ações da empresa subindo desde que o Departamento de Justiça dos Estados Unidos abriu uma investigação criminal contra o presidente do Fed, Jerome Powell. O Fed confirmou que recebeu intimações federais, que servem para exigir documentos e informações em investigações criminais que podem levar a acusações formais.
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As preocupações ainda foram acentuadas pela escalada das tensões geopolíticas entre os Estados Unidos e o Irã, após o presidente Donald Trump mencionar possíveis respostas aos protestos no país. Os atritos com o governo norte-americano também se estendem para a ofensiva do país contra a Venezuela – incluindo a captura do presidente Nicolás Maduro – e com a menção de aquisição da Groelândia.
Em meio a toda essa turbulência, em 2025, o ouro subiu mais de 64%, registrando seu melhor desempenho desde 1979. No resultado mais recente, o ouro à vista teve uma valorização de 2,5%, indo para US$ 4.620,56 por onça. Esse resultado aconteceu pouco tempo depois de ter atingido um recorde de US$ 4.627,27.
Analistas do Bradesco BBI reforçam a tese de que as tensões geopolíticas e a tendência de fragmentação econômica global, podem impulsionar uma forte demanda pelo ouro nos próximos trimestres. Com base neste argumento, o banco também reforçou a recomendação de compra para os BDRs da Aura, com possibilidade de valorização de 15%.
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