Leilão da Rota Mogiana: o que esperar para as empresas listadas na Bolsa?

Leilão da concessão do Lote Rota Mogiana

O leilão da Rota Mogiana, composta por rodovias entre a região de Campinas (SP) e a divisa com Minas Gerais está confirmado para esta sexta-feira (24).

Quatro empresas manifestaram interesse, e o grupo que assumir a concessão terá de estabelecer novas cobranças de pedágios já a partir de julho. São elas: Motiva (MOTV3, ex-CCR); MC Brazil Concessões Rodoviárias, do fundo Mubadala; EPR Participações e o Consórcio Rota Mogiana, liderado pelo grupo Azevedo e Travassos. A Ecorodovias (ECOR3), cotada para participar do certame, não participou da disputa.

O leilão é uma concessão estadual de 30 anos cobrindo 504 km de rodovias brownfield em São Paulo, conectando regiões importantes do interior a áreas próximas do sul de Minas Gerais.

O critério de julgamento será o maior valor de outorga fixa, o que vemos como positivo, por ajudar a evitar lances excessivamente agressivos e contribuir para operações/finanças de concessões mais saudáveis.

Leia também

Ibovespa Hoje Ao Vivo: Bolsa tem nova sessão de recordes, acima dos 192 mil pontos

Índices futuros dos EUA avançam à espera de balanço de Nvidia

O projeto possui um perfil de alavancagem controlado, aponta a XP. Apesar da escala relativamente maior do projeto (R$ 9,4 bilhões em investimentos versus R$ 4,3–8,8 bilhões nos leilões estaduais recentes de São Paulo) e da expectativa de consumo de caixa nos primeiros anos, acreditamos que a alavancagem não deve ser uma restrição, dado: (i) EBITDA (lucro antes de juros, impostos, depreciações e amortizaç~eos) positivo desde o primeiro dia, acelerando nos três primeiros anos conforme as praças de free-flow entram em operação plena; e (ii) um perfil de investimento diluído, com ~43% executado nos primeiros sete anos.

A XP apontou esperar interesse no leilão, impulsionado por: (i) economia atrativa (TIR, Taxa Interna de Retorno, de 9,41% versus 8,87%–9,41% em leilões recentes); (ii) restrições de alavancagem limitadas, apesar da escala relativamente grande; e (iii) riscos de demanda reduzidos. A XP ainda destaca a Movida, dado seu forte conhecimento do ativo e presença regional estabelecida.

O Goldman Sachs destacou que a Mogiana apresenta uma TIR ligeiramente inferior em comparação com leilões recentes. “Vemos pouco espaço para criação significativa de valor, especialmente porque acreditamos que a concorrência pelo ativo deve pressionar os retornos”, aponta.

Para a Motiva, o Bradesco BBI acredita que o projeto está alinhado com o foco estratégico de estudar ativos premium em localizações geográficas estratégicas que tenham sinergia com seu portfólio. Além disso, vemos este como um projeto prioritário para a Motiva, pois é o novo leilão da Renovias, uma de suas concessões que termina em abril de 2026.

The post Leilão da Rota Mogiana: o que esperar para as empresas listadas na Bolsa? appeared first on InfoMoney.

Mais Notícias

Solicite uma proposta

Receba uma proposta personalizada para atender às suas necessidades financeiras. Nossa equipe está pronta para oferecer a melhor solução, seja para a antecipação de recebíveis ou para investimentos em debêntures. Estamos aqui para ajudar você a alcançar seus objetivos com segurança e eficiência.