JCP retroativo pode destravar até R$ 3,6 bi e reforçar tese de Usiminas na Bolsa

Mesmo após a alta de 50% das ações da Usiminas (USIM5) em 2026, o Itaú BBA ainda vê um fator de valorização pouco precificado: potenciais ganhos fiscais com Juros sobre Capital Próprio (JCP) não pagos, retroativos a 1996, após decisão do Superior Tribunal de Justiça (STJ) no “Tema 1.319”.

O banco estima benefícios fiscais entre R$ 1,7 bilhão e R$ 3,6 bilhões, equivalentes a 15% a 32% do valor de mercado da siderúrgica, o que poderia impulsionar significativamente a geração de fluxo de caixa livre nos próximos anos.

Por volta das 11h15, as ações da Usiminas subiam 1,55%, cotadas a R$ 9,17. A alta de mais de 50% nos papéis neste ano foi impulsionada por uma visão mais positiva para o mercado doméstico de aço após medidas antidumping.

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Apesar disso, o benefício ainda não foi incorporado ao modelo do BBA devido às incertezas sobre o ritmo de monetização e a capacidade da companhia de distribuir JCP de forma efetiva. Ainda assim, analistas avalima que essa opcionalidade pode mudar a tese de investimento à medida que houver maior visibilidade.

Além da tese tributária, o banco vê melhora gradual no mercado doméstico de aço. Os reajustes de preços já começam a aparecer, sustentados pelo aumento dos fretes e pela alta global do aço em meio ao conflito entre Irã e Estados Unidos.

Na avaliação do Itaú BBA, porém, o principal impacto das medidas antidumping ainda não foi totalmente refletido nos preços domésticos. Com a expectativa de redução das importações, o banco projeta um ambiente mais favorável para preços a partir do terceiro trimestre de 2026.

O banco também elevou suas estimativas de Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) para 2026 e 2027, agora entre 20% e 30% acima do consenso do mercado.

Por fim, o Itaú BBA manteve recomendação outperform (desempenho acima da média do mercado, equivalente à compra) para a Usiminas e elevou o preço-alvo para o fim de 2026 de R$ 11 por ação, o que representa potencial de valorização de 22%.

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