Hapvida terá reajuste maior em planos? Ação tem forte alta com novo cálculo no radar

O Bradesco BBI atualizou sua estimativa para o aumento de preços dos planos individuais de saúde da Hapvida (HAPV3), elevando a previsão anterior de 5,2% para 8,7% em 2026. Às 13h (horário de Brasília) desta segunda-feira (15), os papéis subiam 5,10%, a R$ 15,45, após já terem registrado forte alta (+5,45%) na sexta-feira (12).

A revisão considera a variação de custos por usuário, ponderada pelo número de beneficiários de cada operadora, e destaca a significativa contribuição da Hapvida e da Notre Dame Intermédica para esse reajuste.

Segundo o relatório, Hapvida e Notre Dame Intermédica foram responsáveis por 3,8 pontos percentuais do aumento total de 8,7%, impulsionados por uma elevação de custos por usuário muito acima da média do setor, de 40% e 37%, respectivamente. Em comparação, o restante do mercado apresentou aumento médio de 7,8%, enquanto a Amil registrou queda de 4%. Parte desse aumento está associada à reclassificação de despesas em custos, incluindo judicialização, sem ajuste retroativo para 2024.

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O Bradesco BBI ressalta que os planos individuais e de afinidade tiveram aumento de custos por usuário significativamente maior do que os planos corporativos. Para a Hapvida, o aumento previsto é positivo, já que os planos individuais representam cerca de 25% da receita da empresa. O reajuste de 8,7% supera a inflação médica consolidada de 6,5% nos primeiros nove meses de 2025, acelerando o crescimento da receita via precificação.

Os custos médicos por usuário cresceram 13,2% no acumulado dos nove primeiros meses de 2025, acima dos 9,4% registrados em 2024 e 10,2% em 2023. O fator de envelhecimento da base de beneficiários, que influencia o cálculo do reajuste, manteve-se alto e estável devido ao aumento da participação de pessoas mais velhas.

O reajuste de preços é definido pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) com base em uma fórmula que considera 80% da variação média dos custos médicos por usuário dos planos individuais nos dois anos anteriores, ajustada por ganhos de eficiência e envelhecimento, e 20% do IPCA ajustado do ano anterior, excluindo planos médicos.

Essa revisão do Bradesco BBI indica um cenário mais favorável para a Hapvida em 2026, com potencial para fortalecer sua receita diante do aumento dos custos e da inflação médica.

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