Vale (VALE3): o que esperar dos dividendos da mineradora em 2026?

Logo da Vale em escritório na Suíça (REUTERS/Denis Balibouse)

A Vale (VALE3) divulga balanço após o fechamento do mercado nesta quinta-feira (12). Em dezembro, mineradora anunciou pagamento de dividendos referentes aos primeiros 9 meses do ano, que correspondiam à antecipação de destinação do resultado do exercício de 2025, considerando a remuneração mínima prevista na política da Vale. Agora, o mercado aguarda se haverá algum anúncio juntamente com a divulgação do balanço, ainda referentes ao ano passado.

Para 2026, o dividend yield (retorno sobre o preço da ação por meio de dividendos, em termo em inglês) da mineradora pode ficar entre 7,5% e 9%, na visão de João Daronco, analista CNPI da Suno Research. O retorno seria sustentado por preço do minério de ferro oscilando na faixa de US$ 95 a US$ 105 por tonelada.

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“Embora a companhia tenha ajustado recentemente seu guidance de produção para um intervalo de 335 a 345 milhões de toneladas, a geração de caixa deve permanecer robusta devido ao rigoroso controle de custos e à crescente contribuição da divisão de Metais Básicos (cobre e níquel), que ajuda a mitigar a volatilidade do setor ferroso”, afirma.

O analista considera que a companhia deve conseguir cumprir, de forma confortável, sua política mínima de remuneração, com pagamentos totais podendo superar a marca de US$ 4 bilhões no ano.

Em cenários alternativos, considerando perspectiva mais otimista para o minério de ferro (acima de US$ 110 a tonelada) e de uma redução mais acelerada nas provisões de reparação (Mariana/Brumadinho), seria possível falar em dividendos extraordinários, de acordo com o analista. Nesse caso, o retorno poderia ser de dois dígitos.

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Como já explicado pelo CFO da companhia, Marcelo Bacci, em teleconferência de resultados, dívida líquida expandida se encaminhava para a metade da faixa esperada pela mineradora, entre US$ 10 e 20 bilhões. Quando a dívida se aproxima da metade da faixa esperada, é possível abrir caminho para mais retornos aos acionistas via dividendos extraordinários no futuro, segundo o diretor financeiro da Vale

“Por outro lado, em um cenário conservador — marcado por uma desaceleração da demanda chinesa que pressione a commodity para abaixo de US$ 90/t —, a tendência é que a Vale priorize o programa de recompra de ações (buybacks) em detrimento de proventos agressivos”, afirma.

Nesse caso, o retorno ao acionista seria composto mais pela valorização do papel via tesouraria do que pelo depósito direto de dinheiro, mantendo o yield em dinheiro mais próximo do piso de 7%.

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