IRB Re (IRBR3): receita volta a decepcionar, mas bancos veem tendências de melhora

O lucro líquido do IRB Re (IRBR3) foi de R$ 143 milhões no quarto trimestre de 2025, alta de 45% na comparação trimestral e de 27% na anual, 3% abaixo do consenso Bloomberg.

Segundo o Goldman Sachs, o crescimento dos prêmios ganhos foi favorecido por menores despesas com retrocessão e pela reversão de provisões técnicas, impulsionando o resultado operacional, com sinistros e custos de aquisição relativamente controlados.

Leia também

Goldman rebaixa BB Seguridade a neutro por receita e queda da Selic; ação cai forte

Queda da Selic e desaceleração nos prêmios emitidos devem impactar os resultados da seguradora

O que fez a Vale (VALE3) ter um prejuízo de US$ 3,8 bilhões no quarto trimestre?

Mineradora divulgou seu balanço na noite da véspera

Em 2025, o índice combinado atingiu 97%, reforçando a melhora da rentabilidade operacional. Embora o resultado financeiro tenha sido menor na comparação trimestral no 4T25, o desempenho anual também avançou na base anual, sustentando ROE de 10,7% em 2025, ante 8,6% em 2024.

Os números vieram em linha com o consenso, mas o Goldman avalia que a tendência de melhora da rentabilidade operacional pode ser bem recebida pelo mercado ao longo de 2026. Além disso, a companhia deve propor seu primeiro pagamento de dividendos em cinco anos, com aprovação prevista para 31 de março.

Os prêmios emitidos recuaram 31% frente ao trimestre anterior, queda de 16% na comparação anual e 18% abaixo da estimativa do Goldman Sachs, refletindo principalmente cancelamentos no segmento de vida e menor subscrição no rural.

Por outro lado, os prêmios ganhos cresceram 34% na comparação trimestral, embora tenham caído 5% na anual, ficando 25% acima da estimativa do banco, beneficiados por menores despesas com retrocessão e reversão de provisões técnicas. A reserva de prêmios não ganhos recuou para R$ 2,9 bilhões, ante R$ 3,0 bilhões no 3T25.

No Brasil, os prêmios ganhos avançaram 41% na comparação trimestral, mas recuaram 20% ante 2024. No exterior, houve alta de 24% frente ao trimestre anterior e de 7% na base anual. O destaque positivo foi o segmento de Property, com alta de 8% ante 2024, enquanto vida, riscos especiais e rural apresentaram retrações relevantes.

O índice de sinistralidade, por sua vez, caiu para 51,6%, ante 61,2% no 3T25 e 64,0% no 4T24, apoiado por normalização no segmento de Property no Brasil. O índice de despesas de aquisição recuou para 16,4%, frente a 21,7% no trimestre anterior e 18,5% no mesmo período de 2024.

Já o índice de despesas administrativas avançou levemente para 14,4%, ante 14,1% no 3T25, possivelmente impactado por investimentos em tecnologia.

O resultado financeiro somou R$ 142 milhões, queda de 18% na comparação trimestral, mas alta de 48% na anual, impactado pela venda de um título soberano com prejuízo de R$ 17 milhões.

O Goldman Sachs manteve recomendação neutra para o IRB(Re), com preço-alvo de R$ 49 para 12 meses, baseado em um modelo de avaliação por desconto de dividendos (DDM), que considera custo de capital próprio (COE) de 17,6%, crescimento de 7% no segundo estágio e crescimento terminal de 6%. A ação negocia a 8,1 vezes o lucro estimado para 2026, enquanto o preço-alvo implica múltiplo de 6,6 vezes.

Leia mais: 

Na avaliação da Genial Investimentos, o resultado confirma que a reestruturação operacional está ganhando tração, com melhora significativa na seleção de riscos (subscrição). “O IRB parece ter deixado o pior para trás, focando agora em rentabilidade e recomposição de margens”, destaca.

De forma geral, o JPMorgan destaca que a linha de receita voltou a decepcionar, com prêmios emitidos caindo 16% na comparação anual e prêmios ganhos recuando 5% também na comparação anual.

Por geografia, os prêmios no Brasil foram os mais pressionados (-20% A/A), com destaque negativo para o segmento agrícola (-92% A/A). A sinistralidade ficou comportada em 52% (-12,5 p.p. A/A), com Brasil em 37% e operações no exterior em 75%.

A visão dos “ursos” (mais pessimistas) deve argumentar que a sinistralidade não é sustentável nesse nível e que os prêmios seguem encolhendo, enquanto os “touros” podem destacar que outras despesas ficaram levemente maiores no trimestre. “Embora não seja novidade, a queda de 16% nos prêmios nos decepcionou, levando-nos a uma leitura negativa do resultado”, comenta JPMorgan.

Ainda assim, o banco acredita que o IRB pode ser um forte pagador de dividendos — a administração deve enviar proposta de payout à assembleia de acionistas para deliberação em março. Com a ação negociando a 8,2 vezes P/L, (preço sobre lucro) o banco reiterou recomendação equivalente à compra e preço-alvo de R$ 64.

The post IRB Re (IRBR3): receita volta a decepcionar, mas bancos veem tendências de melhora appeared first on InfoMoney.

Mais Notícias

Solicite uma proposta

Receba uma proposta personalizada para atender às suas necessidades financeiras. Nossa equipe está pronta para oferecer a melhor solução, seja para a antecipação de recebíveis ou para investimentos em debêntures. Estamos aqui para ajudar você a alcançar seus objetivos com segurança e eficiência.