BBI: Preços da celulose perdem força meses antes da demanda sazonal cair

Os preços da celulose de fibra curta permaneceram estáveis na China, em comparação à semana anterior. A tonelada chegou a custar US$ 606. Ao mesmo tempo, a celulose de fibra longa também se manteve a US$ 662/t.

De acordo com o Bradesco BBI, o apetite de compra perdeu força nas últimas semanas, à medida que os meses mais fracos para a demanda de papel se aproxima.

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Os analistas apontam que o início previsto da operação do projeto OKI II levou alguns compradores a reduzir compras, esperando maior oferta disponível no mercado no futuro. O projeto deve ser iniciado entre o final deste ano e o início de 2027.

Para o banco, a expectativa é de que os preços continuem próximos dos níveis atuais nos próximos meses. De acordo com os analistas, a oferta relativamente apertada no curto prazo deve sustentar esses níveis. Esse movimento também acontece em resposta à pressão persistente de custos derivados do conflito no Oriente Médio e da alta nos preços de energia e matérias-primas, como explicam os economistas do banco.

Conforme a análise, o mercado chinês tem sido pressionado por um spread de fibra ainda estreito e pelo ritmo lendo do mercado de papel. Essa já é a quinta semana consecutiva que os preços chineses não mudam.

Ainda que a celulose de fibra curta tenha subido mais US$ 38 por tonelada na Europa, os preços da fibra longa também se mantiveram inalterados. Na última semana, a fibra longa continuou por US$ 1.654/t.

Mercado em movimento

Em paralelo aos preços mundiais, a Suzano está implementando um aumento de 6% nos preços de suas linhas de produto UWF (papel não revestido), cutsize (papel cortado) e CWF (papel revestido) na Europa. O aumento é válido para pedidos faturados a partir de 15 de junho.

O aumento acompanha outra medida de atualização de preços, em março, que implementou uma alta de 8% para UWF, CWF e boxboard (papel cartão para embalagens). Para os analistas, isso sinaliza uma continuidade da força de preços no mercado europeu de papel.

Conforme a administração, o reajuste acontece em resposta às pressões persistentes de custos de insumos e a necessidade de sustentar a rentabilidade da companhia. Para o BBI, o movimento é positivo para a Suzano. Segundo os analistas, as exportações da divisão de papel e embalagem representam cerca de 19% do volume total de papel da companhia.

No exterior, a Rayonier Advanced Materials (RYAM) anunciou um aumento de US$ 55-120 por tonelada nos preços da celulose fluff (utilizada, principalmente, em produtos absorventes). Os novos preços começam a vigorar no dia 1º de junho, de acordo com a RISI.

O movimento ocorre após anúncios semelhantes de aumento de preços para junho feitos pela Global Cellulose Fibers (GCF) e pela Domtar, e marca o quarto reajuste de preços anunciado pela RYAM em 2026.

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