Mitre, Enjoei, Cruzeiro do Sul, Eternit e mais empresas divulgam balanços no 1T26

Temporada de balanços e resultados. (Imagem gerada com auxílio de IA/Rodrigo Petry)

A Mitre (MTRE3) registrou lucro líquido de R$ 18,4 milhões no primeiro trimestre de 2026, crescimento de 63,6% em relação ao mesmo período do ano passado. O avanço foi impulsionado pelo aumento das receitas e melhora operacional.

A receita líquida subiu 19,1%, para R$ 285,1 milhões, enquanto o lucro bruto avançou 27,8%, atingindo R$ 81,2 milhões. A companhia também reportou crescimento de 59,8% no lucro operacional antes do resultado financeiro, totalizando R$ 28 milhões.

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Serena

A Serena reportou prejuízo líquido de R$ 216,2 milhões no primeiro trimestre de 2026, ampliando em 39% as perdas em relação ao mesmo período do ano anterior. No critério ajustado, o prejuízo foi de R$ 254,2 milhões, alta de 44% na comparação anual.

O EBITDA (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) caiu 23% no período, para R$ 274 milhões, enquanto o EBITDA ajustado recuou 29%, somando R$ 219,2 milhões. A margem EBITDA ajustada caiu de 61,2% para 46,7%, retração de 14,5 pontos percentuais.

Livetech

A Livetech apresentou queda nos resultados do primeiro trimestre de 2026, pressionada pelo menor volume de vendas e redução do backlog contratado. A companhia registrou EBITDA de R$ 57,7 milhões, recuo de 26,3% na comparação anual, com margem EBITDA de 30,2%, queda de 6,5 pontos percentuais. A receita líquida caiu 10,3%, para R$ 191,5 milhões, enquanto o lucro bruto recuou 17,8%, somando R$ 55 milhões. O backlog de receitas contratadas encolheu 40,7%, para R$ 435,4 milhões. O segmento de TaaS apresentou resiliência de margens, com margem bruta avançando 7 pontos percentuais, para 45,4%, apesar da retração das receitas.

Paraná Banco

O Paraná Banco registrou lucro líquido de R$ 23,5 milhões no primeiro trimestre de 2026, alta de 70,5% em relação ao mesmo período do ano anterior. O resultado operacional avançou 218,2%, para R$ 39,1 milhões, beneficiado pela expansão da margem financeira bruta, que cresceu 12,7%, para R$ 175,1 milhões, e pela redução das provisões para perdas esperadas, que caíram 27,2%. As despesas administrativas recuaram 3,9%, enquanto as despesas de pessoal diminuíram 24,3%, indicando maior eficiência operacional. Já o resultado de investimentos e participações caiu 42,6% no período.

Enjoei (ENJU3)

A Enjoei reportou crescimento operacional moderado no primeiro trimestre de 2026, com avanço do GMV consolidado para R$ 417,3 milhões, alta de 4,6% na comparação anual. A receita líquida subiu 3,1%, para R$ 62,6 milhões, enquanto o take rate consolidado avançou 0,3 ponto percentual, para 24,5%. O lucro bruto somou R$ 33,6 milhões, leve queda de 2,9% frente ao primeiro trimestre de 2025, indicando pressão sobre margens mesmo com a expansão do volume transacionado.

Eternit (ETER3)

A Eternit registrou prejuízo líquido de R$ 12,3 milhões no primeiro trimestre de 2026, ampliando em 14% as perdas em relação ao mesmo período do ano passado. O desempenho foi impactado pela retração das vendas e deterioração operacional.

A receita líquida caiu 6,5%, para R$ 262 milhões, enquanto o lucro bruto recuou 17,2%, totalizando R$ 33,9 milhões. A margem bruta caiu 1,7 ponto percentual, para 12,9%. O EBITDA recorrente ficou negativo em R$ 714 mil, revertendo resultado positivo de R$ 2,7 milhões um ano antes, com margem EBITDA recorrente negativa em 0,3%.

Cruzeiro do Sul Educacional (CSED3)

A Cruzeiro do Sul Educacional reportou lucro líquido ajustado de R$ 63 milhões no primeiro trimestre de 2026, queda de 28,1% em relação ao mesmo período do ano anterior.

Apesar da retração do lucro, a companhia apresentou crescimento operacional, com receita líquida avançando 4,5%, para R$ 702 milhões, e EBITDA ajustado comparável subindo 1%, para R$ 254 milhões. A margem EBITDA ajustada ficou em 36,2%, queda de 1,23 ponto percentual. O desempenho foi influenciado pela redução da base de alunos presencial e digital, parcialmente compensada pelo aumento dos tickets médios, que avançaram 5% no presencial e 14,6% no digital e semi-presencial.

Lupo

A Lupo destacou crescimento de 28,2% na receita líquida da marca Lupo Sport no primeiro trimestre de 2026. A companhia reportou lucro líquido ajustado de R$ 35,9 milhões, com margem líquida ajustada de 11%. A empresa também registrou geração de caixa livre de R$ 25,6 milhões, valor R$ 10,1 milhões superior ao registrado no mesmo período do ano anterior, indicando melhora na eficiência operacional e na conversão de caixa.

Brisanet (BRST3)

A Brisanet encerrou o primeiro trimestre de 2026 com lucro líquido de R$ 19,1 milhões, revertendo o prejuízo de R$ 24,2 milhões registrado no trimestre anterior, mas abaixo dos R$ 20,4 milhões apurados um ano antes. A receita líquida cresceu 15,9% na comparação anual, para R$ 453,9 milhões, impulsionada pela expansão da base móvel e de fibra óptica. O EBITDA avançou 3,8%, para R$ 191,8 milhões, enquanto a margem EBITDA caiu de 47% para 42%, retração de 5 pontos percentuais. A base móvel mais que dobrou em relação ao primeiro trimestre de 2025, alcançando 954 mil usuários, enquanto a base FTTH atingiu 1,53 milhão de clientes.

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